E assim, com uma força comprida, eu senti a cabeça sair, acariciei de novo, e incontrolavelmente fiz mais uma força para que ela saísse todinha. Escorregou e eu peguei. Peguei, minha, só minha, minha Mariana, minha filha! Quentinha, molhadinha, um cheirinho que eu quis tanto sentir! Era isso! Conseguimos, nós duas, nós três porque papai também foi um guerreiro, nós quatro porque Pietro esteve nos pensamentos em todos os momentos. Trabalhamos todos juntos e conseguimos!

Mariana começou a ser gerada pouco depois do nascimento do Pietro. Com o tempo, com o dia a dia, eu fui me apaixonando pela maternagem, por cuidar e acalentar uma criança, por ver o desenvolvimento, acompanhar o crescimento, amar incondicionalmente. Um segundo filho virou parte dos planos em seguida.

Confesso que, por muito tempo, eu quis mais o parto que o filho. Sim, a ferida do “não parto” do Pietro sangrava, e me fazia querer tentar de novo. Mas percebi que não se substitui um “não parto” por um parto… um “não parto” precisa ser revirado, destrinchado, o luto precisa ser vivido e as lições aprendidas. Além disso, não tínhamos condições financeiras de ter outro filho e os planos eram engravidar em 2011 para que o bebê nascesse em 2012.

E nesses 3 anos de intervalo eu aprendi muito sobre parto, maternidade, mulheres, empoderamento. Eu tive o enorme privilégio de ajudar e alentar mulheres de perto, do outro lado do mundo, conhecidas, desconhecidas e a cada parto dessas “amigas” eu deixava um pouco para trás a minha frustração, eu conseguia entender alguns dos meus equívocos, eu “paria o meu não parto”. O curso de doulas veio pra lavar de vez todas as mágoas, fez com que eu encarasse tudo o que fiz e não deveria ter feito, conseguisse perceber o que faltou e pudesse definitivamente querer outro filho. Foi nas aulas que, pela primeira vez, senti Mariana ao meu lado, sim, ela estava ali, me guiando, me acompanhando e dali por diante (até hoje) estivemos sempre juntas.

Em fevereiro tiramos o DIU e começamos as tentativas, em fevereiro também eu pari o segundo relato do parto do Pietro, dessa vez com idéias mais claras, coração aberto e com mais condescendência com meus erros – e daí eu acho que o caminho se abriu de vez para a vinda da Mariana.

Antes da primeira menstruação após retirar o DIU o Pietro, num dia qualquer pela manhã, avisou ao meu pai: – o irmãozinho está chegando, vovô!

Estavam, os dois, em total sintonia. Mas a menstruação desceu e não, não foi naquele mês. No mês seguinte fiquei enrolando com o pedido do beta na mão, com medo de “gastar” a guia a toa. Ia esperar mais, mas uma amiga (oi, Mah!) me convenceu a fazer o teste e lá fui eu, escondida de todos – dessa vez queria fazer surpresa, já que com o Pietro nem consegui pensar nisso.

E assim descobrimos que estávamos grávidos! Chorei de emoção, chorei muito e agradeci a Mariana por ter nos esperado.

E então VBAC lá fomos nós: tínhamos a informação, a paciência, a equipe humanizada.

Com 8 semanas fizemos o exame da sexagem fetal e descobrimos que teríamos uma mocinha! Nossa, que surpresa! Sempre acreditamos que desse mato aqui só sairiam meninos! E ter uma menina me deixava bastante assustada, sempre preferi companhias masculinas por achar as mulheres muito complexas, e lá estava eu com a missão de criar uma menina! Mal sabia eu que essa seria só a primeira das muitas coisas que Mariana me ensinaria.

Com 12 semanas fiz a USG morfológica e veio o fantasma número 1: placenta baixa. Ela sobe, eu sei, mas é um dos ônus de “entender muito das coisas”. Fantasma mandado embora na segunda USG morfológica: placenta no lugar dela! Ufa!

Com 30 semanas fizemos a USG 4D que o papai tanto queria e fantasma número 2 apareceu: Mariana estava pélvica, sentadona… Com todas que eu falava, ouvia a mesma coisa: paciência, ela vira, tem tempo. E o tempo passou e ela continuou lá, sentada. “Bebê sentado está esperando alguma coisa” dizia a doula. E o que raios essa menina esperava? Eu não sabia dizer.

Com 32 semanas fomos no primeiro encontro “oficial” com a nossa amada doula Mariana (sim, a doula também se chama Mariana). E lá, pela primeira vez, ouvi o nome da Dra. Andrea Campos. A doula comentou que ela estaria em SP na minha DPP (perto do Natal e Ano Novo) e se precisássemos poderíamos chamá-la, mas eu estava tranquila em saber que a minha GO atual estaria por aqui também. Enfim, seguimos…

Com 33 semanas lá fomos nós para a consulta pré-natal, eu fui crendo que Mariana tinha virado, estava fazendo exercícios e tinha sentido uma dor bem forte na pelve no dia anterior, o que poderia ser um sinal. Mas não… Ela tinha ido de transversa para pélvica, mesmo. Pela primeira vez falamos em parto pélvico e a médica foi categórica: “risco desnecessário”. Falamos também em versão externa (virar o bebê “por fora”, tracionando o útero), e ela disse que não sabia se era possível, por causa da cesárea anterior. Combinamos de aguardar a próxima consulta e ela ficou de confirmar a possibilidade da versão externa. Foram 2 semanas de muita tensão para mim, toda vez que acordava durante a noite eu colocava de imediato a mão na barriga pra ver se ela tinha virado e nada. Exercícios, moxa, plantar bananeira… Aff, só Deus sabe o que eu fiz. Nesse meio tempo eu me informei sobre parto pélvico, versão externa em mulheres com cesárea, e tudo apontava para o mesmo caminho: era possível e recomendado. Conversei com o marido – que confiava e gostava muito da médica – e disse que não abriria mão do VBAC e tudo de bom que ele poderia nos trazer por uma razão dessas.

Chegamos num consenso que, se ela não fizesse a versão externa, procuraríamos outro médico que fizesse. E o nome da Dra. Andrea Campos me foi recomendado mais de uma vez, tanto para a versão externa quanto para o parto pélvico.

Com 35 semanas veio a consulta fatídica: Mariana sentada e o veredito da médica – não faço a versão externa e nem parto pélvico, novamente, nas palavras dela, “risco desnecessário”. A conversa foi mais profunda e não vale a narrativa, mas ficou claro para mim ali que, infelizmente (porque continuo gostando demais dela, como pessoa e como profissional), nossos valores no que dizia respeito a parto eram muito diferentes e eu não conseguia mais confiar nela para me assistir. Como bem definiu o marido: ela não comprou a minha briga, no momento em que eu mais precisei a limitação dela falou mais alto. Eu não a julgo, não a condeno, mas eu tinha que seguir em frente nas minhas convicções, assim como ela fez. Saí do consultório e liguei para a doula, disse queria o telefone da famosa Dra. Andrea Campos, afinal, ela me perseguia há tempos.

Era tarde e não consegui ligar para agendar nos consultórios, resolvi arriscar e ligar no celular, ela não atendeu. Segurei minha ansiedade mas, para a minha grata surpresa, ela me ligou de volta! Comentei o caso e ela disse que poderia ir ao consultório para “vermos o que era possível fazer”, então marcamos para a tarde seguinte. Marido não poderia ir comigo, ou seja, a responsabilidade era toda minha, era matar no peito e chutar pro gol.

E lá fomos nós encontrar a Dra. Andrea. Conversamos um pouco e ela foi me examinar, disse que Mariana estava realmente pélvica, mas alta – o que tornava a versão mais fácil. Apalpou, apertou, mexeu e ela virou! Praticamente sozinha, pois segundo a médica, “foi só um empurrãozinho”. Eu não podia acreditar, semanas de angústia resolvidas ali, de forma tão simples!

Já deixei os dados com a Dra. Andrea, sim, nosso parto tinha que ser acompanhado por ela, afinal bebê sentado está esperando, e Mariana esperou a Dra. Andrea, Mariana me levou a ela, eu podia discutir? Os sinais foram muitos, e Mariana me guiou e eu cheguei onde precisava chegar. Tinha acabado a “saga do pélvico”.

Com isso consegui me centrar, começar a curtir a barriga, o Pietro, o final de ano que tanto gosto. 36, 37, 38, 39, 40 semanas… passou bem rápido, corri para lavar roupinhas, comprar as últimas coisinhas, curtir meu filhote, namorar o marido.

Confesso que a ansiedade começou a bater, o medo do “e se eu não entrar em TP?” também. Mais uma vez o “suporte virtual” foi fundamental, e a Dra. Andrea também ajudou muito. Juntas, traçamos nossos planos: acupuntura e descolamento de membranas com 41 semanas, e também começaríamos a monitorar, se nada acontecesse, indução com 42 semanas. Indução? Ah, indução não… Foi assim que tudo começou da outra vez, não…

E eu tinha pensado mil coisas para o TP em casa, imaginado tanto coisa legal. Não, indução não… Mas conversando de novo com um dos “anjos virtuais” eu consegui espantar o fantasma número 3, e entender que se fosse necessário, assim seria, e que não necessariamente tudo acabaria da mesma maneira, seria crueldade comigo apostar nisso.

Bom, 40+6 e acupuntura, consegui achar alguém para me atender em plena semana entre Natal e Ano Novo, ufa! Na terça em que completamos 41 semanas, fomos almoçar com amigos, comi um batza x-salada, um sundae, afinal, a médica tinha dito pra me alimentar bem antes do exame (risos). Saímos, levamos o Pietro, que tinha pedido pra dormir na minha mãe, na casa dela e fomos para o hospital. USG e o diagnóstico: pouco líquido, pouquíssimo, na verdade. A médica fez questão de mostrar, mal se viam pontinhos pretos de líquido na tela. Mas Mariana estava ótima! Ela ficou de ligar pra Dra. Andrea e nos dizer como proceder, e eu crente que ela ia me mandar pra casa e dizer pra beber muito líquido e repousar, até “antecipei” isso pro marido, e a médica vira e diz: olha, conversei com a Andrea, e diante do volume baixo do líquido, ela disse para eu te internar que ela vai induzir o parto.

Aff! Eu gelei! Como assim??? Nem mala arrumada eu tinha – era parte dos planos de passar o TP em casa. Eu queria fugir… Não, não queria… Ou queria? Ela ainda me abraçou, me confortou, uma fofa! Liguei para a Dra. Andrea, que me explicou que poderia me mandar pra casa, mandar hiperidratar, mas que com 41 semanas e aquele volume, ela não acreditava que aquilo funcionaria e, pior, o líquido poderia baixar mais, o que tornaria as chances de sucesso da indução menores. Por isso, ela acreditava que induzir era a melhor escolha. Parei e pensei: Mariana me trouxe até ela, eu sabia que o colo estava molinho, que poderia ter melhorado mais ainda com a acupuntura, e sabia que ela, como poucos profissionais, sabia conduzir uma indução, não tinha por que não confiar. Mas eu ainda estava em pânico, eu chorava e dizia pro marido: Mas eu não arrumei a mala! Eu não queria que fosse assim!

Mas era o jeito de Mariana, como tudo na gestação, foi tudo do jeito de Mariana. Eu rezei, pedi serenidade, e ela veio. Comecei a ficar empolgada, feliz! Minha filha ia chegar! O show estava para começar! Me lembrei de um sonho que tive no começo da gestação, com uma música que dizia: “Vou abrir minhas asas e aprender a voar, farei o que for preciso até eu tocar o céu, aproveitar as chances, fazer um desejo, mudar e desbravar”. Era isso, era a hora.

Pedi que a enfermeira do hospital não me examinasse – traumas do nascimento do Pietro. Pedi à menina da recepção um quarto no primeiro andar, o mesmo em que ficamos quando Pietro nasceu, e fui atendida em tudo. Fomos para o quarto esperar a médica, a doula e minha mãe ,que tinha ido em casa fazer as malas e traria o Pietro pra se despedir.

Um casal de amigos queridos também chegou, eu aproveitei pra tomar um banho e lavar o cabelo (coisa que eu ia fazer em casa, de noite), e relaxar. Pietro veio, se despediu e perguntou: A irmãzinha vai chegar?

Dra. Andrea chegou e foi examinar, oba! Dois centímetros de dilatação! Descolou membranas, massageou o colo, dorzinha, colicazinha, e 4 cm! Uau!

Nem eu esperava essa! Resolveu também estourar a bolsa e, realmente, o que saiu não encheria nem uma xícara de café. Era isso, soro em seguida. A doula também chegou e por volta das 11 fomos para o delivery.

A partir daí é tudo muito nebuloso… Eu me lembro de pedir que ligassem a música e de começar a sentir as primeiras contrações de verdade, e de ficar feliz, de sentir a emoção transbordando em forma de lágrimas. Como eu esperei para sentir aquilo de novo! Não tinha sido como eu planejei, mas estava acontecendo e era bom! Agradeci a Deus e aos amigos que me acompanharam por ter chegado até ali, agradeci a minha filha por ter me guiado, por ter me escolhido para viver aquilo com ela, chorei muito, desabafei tudo o que eu passei na gestação toda. Lavei minha alma pra viver aquela experiência! Sim, eu estava ali!

Lembro de ficar murmurando musicas, de vocalizar a cada contração, de começar a sentir a camisola me incomodar, de chorar abraçada ao marido, das mãos quentinhas da doula me massageando, de pedir a banheira cheia, de entrar e sentir conforto, de boiar, rebolar na água, agachar, deitar, vocalizar, viver e me entregar! Sim, era a partolândia! Era onde eu queria estar.

Mas daí o cansaço foi batendo, batendo… E as contrações que vinham de 3 em 3 minutos (eu acho, era o tempo da música), começaram a emendar com uma cólica terrível! Minha pelve doía muito, eu sentia Mariana me abrindo por dentro, fazendo força para passar, e eu não conseguia descansar. Em pouco tempo eu me vi brigando com as contrações, e sabia o quanto aquilo era um problema. Lutei muito comigo mesma até pedir a anestesia, lembrei do relato de uma amiga em que ela dizia “só eu sei a dimensão da dor que eu sentia” e sim, naquele momento a dor era maior que eu, maior que a minha vontade de sentir tudo, me fazia querer fugir, não dava mais. Levei uma boa meia hora convencendo a doula e o marido que eu realmente queria anestesia (maldito plano de parto! Risos), e então a Dra. Andrea chegou, examinou e disse que eu estava com 6 cm – ou seja, ainda faltava muito, se eu estivesse com uns 8 cm acho que até desistia da anestesia, mas com 6, não aguentaria mais 4 horas de dores como aquela. E a essa altura eu já tinha passado da vocalização para a gritaria. A cada contração eu gritava e colocava no grito todas as minhas forças. E a própria Dra. Andrea concordou com a anestesia, segundo ela, o colo estava tenso, a anestesia iria ajudar.

Bom, anestesia, ufa! Ainda doía um pouco, mas eu consegui relaxar e fechar os olhos um pouco. Mas a dor na pelve não passava, não adiantava e com o tempo começou a piorar. Acho que se passou meia hora, e a dor voltou com tudo, eu sabia que se ele desse anestesia para aquela dor passar, eu poderia colocar tudo a perder, era Mariana que queria vir, era ela desbravando e, mais uma vez, me mostrando o caminho, então eu gritava e chamava: Vem, Mariana, vem minha filha, é a tua hora, vem que eu estou aqui! Nessa hora Dra. Andrea perguntou: Você vai conseguir dormir? E eu respondi: Não. E ela sugeriu: Se você quiser fazer força, pode ajudar a dilatar e acelerar o processo.

Ótimo! Vamos lá. Banqueta de cócoras em cima da cama e lá fui eu. Olhei para o relógio e passava um pouco das 6. Respira fundo, respira, respira, prende e faz força. E assim fomos por meia hora, até atingir os 10 cm. Perto das 6:30 me lembro de ter ouvido ela pedir à doula que chamasse o pediatra, e que ele “viesse logo”. Ueba! Tava acabando! Acho que foi perto dessa hora que eu “peguei o jeito” da força que tinha que fazer, e perto das 7 eu pude esticar a mão e tocar os cabelinhos dela – Ah, como eu queria isso!

Dali em diante não teve dor, não teve cansaço, não teve nada, eu entrei numa espécie de transe, em que eu só pensava em fazer força e trazer minha filha para os meus braços. Apesar da anestesia e de não sentir dor, eu sentia tudo: ela passando devagarzinho pela minha bacia, abrindo, moldando, sentia ela moldando o períneo ao redor da cabecinha, o tal círculo de fogo… Sim, eu senti tudo! Tudo o que queria sentir! Obrigada, filha!

E assim, com uma força comprida, eu senti a cabeça sair, acariciei de novo, e incontrolavelmente fiz mais uma força para que ela saísse todinha. Escorregou e eu peguei. Peguei, minha, só minha, minha Mariana, minha filha! Quentinha, molhadinha, um cheirinho que eu quis tanto sentir! Era isso! Conseguimos, nós duas, nós três porque papai também foi um guerreiro, nós quatro porque Pietro esteve nos pensamentos em todos os momentos. Trabalhamos todos juntos e conseguimos! Veio para o meu colo, ali ficou, não chorou, nem sequer abriu os olhos, ela estava segura e sabia disso. Eu chorei, beijei, agarrei, afaguei. Era isso, eu tinha vivido o nosso momento, eu tinha dado à minha filha o nascimento que ela merecia, digno, intenso, forte, cheio de amor, respeito. Mariana foi minha vitória, e sem ela nada disso teria acontecido. O mérito é dela, o parto foi para ela, sempre foi.

Ficou no colo muito tempo, saiu um tico pra ser examinada, voltou e mamou muito. Ligamos para a minha mãe e Pietro ainda estava dormindo, acordou em seguida e veio conhecer a irmã. Ele foi o primeiro da família a conhecê-la depois de nós, ela é dele, tanto quanto é nossa.

E assim João ganhou uma nova mulher, Pietro uma nova mãe e eu renasci. Eu quero, eu posso, eu consigo. Não sou melhor que ninguém, sou melhor do que quando entrei no hospital naquele 27 de dezembro e isso me basta. Eu pari e não fiz isso para mostrar para ninguém, nem por mim, eu fiz isso pela minha filha e ganhei de bônus uma oportunidade para renascer.

Obrigada ao marido maravilhoso, pai sem igual, companheiro de todas as horas por, mesmo contra as suas próprias convicções, ter me apoiado incondicionalmente. Obrigada ao meu filho por ter feito com que eu me apaixonasse pela maternidade, e buscasse a cada dia ser uma mãe melhor para ele e para Mariana. Obrigada às amigas virtuais totalmente reais, que me ajudaram, apoiaram, torceram, perderam o sono, tiveram dor de barriga, é de uma felicidade indescritível saber que as pessoas ficam genuinamente felizes com a nossa felicidade e sonham nossos sonhos, mesmo que na maioria das vezes não tenhamos sequer nos olhado nos olhos. Obrigada aos amigos da vida, irmãos de alma, que Deus colocou no meu caminho – que também tiveram dor de barriga e insônia. Obrigada à minha filha, por tudo o que já me ensinou, por me mostrar o caminho, por me permitir ser sua companheira nessa jornada, espero honrar a cada dia o privilégio de ser sua mãe.

 

Relato publicado originalmente no blog Grávida, Mãe, Mulher.